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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Quem será o mestre do Dedobol?

Matheus Ferreira

Para a abertura da I Copa IFF de Dedobol, acontecerá a Copa Master, competição em que professores e servidores se enfrentarão, prometendo agitar o campus.

Leonardo Andrade, representante Anormal
 das exatas no dedobol, 
é professor de Matemática
 no  IFF - campus Cabo Frio

 Folha Dobrada: Em toda competição há favoritos, e essa copa não poderia ser diferente. Você acredita estar entre os favoritos? Por quê?
Anormais: Creio que sim, pois eu sou um profissional de Dedobol desde os meus 7 (sete) anos de idade. Apesar de estar afastado por problemas físicos, estou me reabilitando e voltando a jogar bem.
El Chapisco: Claro, pois o futebol (Dedobol) “catimba” é o que sobressai sobre o futebol (Dedobol) arte, ou sobre qualquer outra forma de futebol (Dedobol), como a do “presepeiro” dos Anormais.
Badalhoca: Acho que nesse caso eu nem deveria estar participando da competição, mas já que vocês pedem que eu participe farei esse sacrifício, perder um pouco do meu tempo com meus adversários.

FD: A que você atribui esse favoritismo: sorte ou talento?
A: Eu não acredito muito em sorte. A sorte na verdade é o talento aplicado a alguma coisa - nesse caso, ao Dedobol.
EC: Eu diria: estratégia. O jogo tem que ser jogado conforme a música.
B: O talento já nasce contigo. Logo, só pode ser o talento. Nem cogito outra alternativa.

FD: E qual seria a música?
EC: Um Tango.


Victor Saraiva, conhecido no dedobol 
como Badalhoca,
 é diretor-adjunto 
no IFF - campus Cabo Frio, 
além de professor de Biologia


FD: Além de favoritismo, há sempre rivalidade. Quais são seus rivais, ou arquirrivais nessa copa?
A: Existe um time muito bom, o El Chapisco, que eu devo massacrar, e se possível na final.
EC: Estão dizendo por aí que é o time dos Anormais, mas eu não vejo rivalidade, pois nunca perdi. A última partida foi 6 (seis) × 3 (três) para mim.
B: Acredito que nenhum, pois eu nem vou competir, e quem não compete não perde. Quem vier está tranquilo.

FD: Por que escolheu esse nome? Teria a ver com sua personalidade em campo?
A: Na verdade não só na personalidade em campo, mas sim porque eu não sou muito normal. Pois a normalidade é um conceito muito complexo.
EC: Sim Com certeza. E também pra simbolizar que é o único time Argentino de Cabo Frio e “catimbeiro” da copa.
B: Não, claro que não. Essa foi uma infeliz sugestão do Professor Bruno. Eu até prefiro nem repetir o nome.

FD: O que você acha do Dedobol como modalidade esportiva e como evento?
A: Como modalidade esportiva, fica um pouco complexo, pois não tem como suar jogando. Apesar de que no meu ensino médio eu jogava xadrez como modalidade esportiva. Então, poderíamos muito bem criar técnicas para aperfeiçoar o Dedobol. E como evento eu acho excelente, tanto é que todo mundo está empolgado, treinando, curtindo, falando, e ansioso para o campeonato.
EC: Eu acho um ótimo passatempo, pois está conseguindo unir a escola. Enquanto não temos quadra para jogar com os pés, a gente joga com o dedo. E como evento, é muito interessante, mostrando aí que podemos tirar leite de pedra. O que era nada pode se tornar uma coisa enorme, se feito com organização.
B: Como modalidade esportiva é fraca, né? Mas tudo bem, vamos participar. Já como evento eu acho interessante, é um evento integrador, algo que realmente une a escola. E apesar de toda brincadeira, de tudo que a gente fala, inclusive na própria entrevista, acredito que é uma atividade importante para nossas relações com os alunos, servidores, professores e toda a comunidade do campus.

Gustavo Dias, da equipe El Chapisco, 
trabalha no Registro Acadêmico
 do IFF - campus Cabo Frio 
e é estudante de Sociologia na UFF
FD: Que recado você gostaria de mandar para seus adversários e para seus torcedores?
A: Meus torcedores podem esperar o melhor de mim, pois eu farei meu melhor. Aos meus adversários, eu desejo boa sorte, pois vão precisar.
EC: Eu vou respeitar muito, entrar em campo, fazer o que o professor mandar e entrar pra vencer de carrinho. E para meus torcedores peço para que torçam, e não parem de cantar, como uma legítima torcida Argentina, vibrando a cada gol e gritando olé.
B: Se meus adversários quiserem ter o benefício do W.O.  (ocasião onde um dos competidores falta, dando a vitória instantaneamente ao outro competidor) podem ficar a vontade, eu vou estar lá. E se os torcedores quiserem ver um show, vão lá acompanhar.

FD: E pare seu arquirrival, Anormais, você tem algum recado em especial?
EC: Só gostaria de pedir para que ele treine, jogue sem nervosismo, tranquilo, aceitando na boa, que eu vou lhe dar um Pênalti de vantagem.




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